Coisas do Seguimento e da Perseguição

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A Raposa e o Corvo ou a Chefe de Cabine e o Viajante de Turística

Lá vinha ela. Conhecia-a tão bem que julgava já saber ao que ela vinha, consoante a sua forma de andar. Hoje vinha pedinchar. Tão transparente. Tão previsível. Ele tinha assumido uma personagem da qual, agora, particularmente agora e por maioria de razões, não lhe apetecia despir. Sempre enfrentara e sobrevivera às investidas matreiras dela recorrendo à única arma à disposição dos educados e humildes: a falsa ingenuidade, ou, dito de outra forma, fazendo-se de parvo. Assim, sabia bem que, para … Ler mais

Coelho das Beiras e Não do Centro

Apesar de geograficamente bastante específica, a receita não deixa de ser desconcertantemente ambígua. Sabemos de onde deve vir o coelho – das Beiras – ou onde ele deve ficar – na beira do prato ou travessa e jamais no meio? Sendo verdade a primeira formulação de pensamento, a que se inclina para a origem regional do animal, então, referimo-nos ao local de nascimento ou à atual morada do mamífero? E ainda que concordemos às cegas com qualquer uma destas últimas … Ler mais

Coisas do ‘Revelhão’

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Coisas de Final de Carta da Época

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À Procura da Melhor Password

Clementina divertia-se, o que, dadas as circunstâncias, era uma outra forma de irritação ou mesmo de preocupação, mas com proveito positivo. Uma desgraça com sinal mais. A sua procura efetiva e diária de emprego estava a revelar-se uma tarefa bastante mais árdua do que ter emprego. Quando se tem emprego, sabe-se ao que se vai, aquilo que se espera de nós, aquilo que, por norma, nos exigem além disso, quais as tarefas agendadas, as metodologias a empregar e os prazos … Ler mais

Coisas dos Presentes

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Cheesecake de Hortelã, Hã!?

Agora, sim, avançámos para o inédito e estupidamente surpreendente universo dos improváveis, novamente. Habituados a ver a nobre hortelã a ser usada e abusava como mero enfeite no topo de bolos e restantes sobremesas, ou, mais atrevidamente em cocktails com abunfante álcool e também na versão sem, resolvemos voltar a dar-lhe o lugar que merece e que lhe é devido nos pratos principais: o de prima ballerina. Destronámos o eterno morango e os omnipresentes frutos do bosque do cheesecakeLer mais

O Rato e a Ratoeira ou Aquele Lindo Dia de Verão

Zélia Marquesa, administradora do condomínio para o próximo biénio, nem pestanejava. Estaria aquela insignificante criatura, a viver na mais pequena parcela do prédio – umas bem giras, mas exíguas águas furtadas com um lamentável chão de linóleo – a dizer exatamente aquilo que ela, recém-coroada rainha do sofisticado reino de aquém e de além porta de entrada principal, entendia? Estaria o ratito do esconso-mor a exigir obras de manutenção estruturais no condomínio, por conta de uma telha estalada, nem sequer … Ler mais

Coisas do Desejo

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