Lembram-se do Pantagruel? Bíblia da culinária da última metade do século XX, e livro de mesa de cabeceira de todas as exemplares donas de casa da época? Se sim, esqueça-o. Não vai precisar dele. Se nem sequer sabe do que falamos, siga direto para a casa partida, mas sem receber mais por isso. Comecemos, então. Esta receita começa numa boa peixaria ou numa bem fornecida zona de frescos em qualquer híper da zona. Convém que alguém que perceba de peixe lhe indique o que é salmão e o que são lulas, para que tudo bata certo. Peça logo que lhe cortem os ditos em cubos. Se levantarem problemas porque, no caso específico das lulas, estas não se cortarem em cubos e mais não sei o quê, aceite rodelas, mas não negoceie abaixo disso. Já em casa, exige-se uma bancada de cozinha limpa, pois é aí que vai trabalhar, enfiando, em grandes palitos – pauzinhos de espetada que deverá trazer do híper na mesma altura, a fim de poupar uma viagem –e alternadamente cubos de salmão e rodelas de lula. Dizem até que, entre os pedaços de peixe, pode colocar vários tipos de vegetais, a gosto. Até aqui, tudo perfeito. Se tiver um barbecue ou função grill no forno, está safo. Caso contrário, já sabe, deve montar o fogareiro na marquise, varanda ou no passeio fronteiriço ao seu prédio. Sem medos. Era assim que se faziam há meia dúzia de anos e ninguém morreu, sem ser de vergonha. Asse a gosto e acompanhe com o que quiser. Bem sei, esta receita dá uma trabalheira, mas dizem que vale muito a pena.

Ingredientes:

– Salmão

– Lulas

– Paus para espetada

– Barbecue, forno com função grill ou o romântico fogareiro

– Coisas para acompanhar

Tempo de preparação:

Vejamos. Duas a três horas no híper + meia hora a decorar os palitos + uma hora para grelhar o peixe (ou duas caso se trate de fogareiro, pois este leva carvão e já se sabe, quando qualquer coisa funciona a carvão, demora sempre mais tempo). Portanto, tudo junto… É fazer as contas!

Espetadas de Salmão e Lulas

Ilustração Andrea Ebert

 

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