Ocorreu-nos esta espantosa receita como resultado de uma dolorosa constatação: odiamos arroz-doce. Todos os restantes arrozes são do nosso real apreço, já aquele que se designa de doce… Repulsa total. Assim, pensámos, o que fazer com aqueles pratalhões de arroz-doce que todas as tias com mais de 100 anos nos trazem no Natal ou outras celebrações familiares? Damos cabo deles, pois claro, mas de forma inventiva. Passam a servir de base a outras coisas bem mais deliciosas, que poderão suprimir o paladar odioso do simples arroz-doce. E mesmo que tal não resulte a 100%, podemos apenas comer o recheio, como tanta e tão boa gente faz com os deliciosos pastéis de nata e ninguém lhes leva a mal. O importante é entender o arroz-doce como ponto de partida de algo mais e não como ponto de chegada de qualquer desejo de mero e estranhoo arroz-doce. Encare-o como uma tela vazia onde poderá erigir uma nova e totalmente diferente sobremesa, com tudo aquilo de que mais gosta. Neste caso, apenas a título de exemplo, lembrámo-nos dos coloridos alperces, até para quebrar a monotonia e palidez do simples e amarelado arroz-doce. Esqueça igualmente a canela, a não ser, mais tarde, eventualmente, sobre os alperces. Uma boa caramelização ajudará ao efeito aqui desejado. O bom desta receita é que vai puxar pela sua imaginação e prestar-se ao que quer que deseje, fantasias sexuais excluídas, a não ser que… Não, nem sequer é bom de imaginar.

Ingredientes:

– Arroz doce da tia-avó (por norma, em prato de barro very tipical)

– Alperces para pôr por cima, em número e quantidade suficientes para fazer esquecer a base de arroz-doce

– Caramelização ou algo mais, para que a fruta não seja apenas despejada em cima do preparado da tia-avó (por norma, em prato de barro very tipical)

Tempo de preparação:

Como a base já lhe vai chegar feita, esta receita demora apenas metade do tempo, o que é ótimo!

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