Graciete Pomba e Adelaide Formiga não o sabiam, ou sabiam-no, mas jamais o expressariam. Não por hipocrisia, ou conveniência, mas por acreditarem convictamente que eram amigas e que aquilo que as unia, aquilo que julgavam sentir, ou mesmo que deveriam sentir uma pela outra era amor fraterno. Uma amizade pura. Inabalável. Única. Quanto à sua unicidade, não se levantam questões, nem se exigem provas. Era, de facto, ímpar. Inimaginável, se preferirem. A verdade, porém, é que se odiavam. Não por … Ler mais