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Os Sapatos Vermelhos ou Um Caso de Daltonismo

Adorava aquele primeiro momento. Um instante apenas. Uns meros segundos, ou terceiros, que o sono ainda impede grandes cálculos ou argúcias matemáticas. Quando a mente desperta, mas o corpo ainda não obedece. Os olhos ainda com os circuitos fechados, incapazes de entender o código, já digitado, que os ordena a abrir. O corpo ainda trôpego para perceber que tem de começar a mover-se. Entre o despertar da mente e o acordar do corpo, vai um tempo morno, ínfimo, em que … Ler mais

Coisas da Lavagem

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Semifrio de Chocolate Morno-Quente

Mais um desafio dos bastante desafiantes. Falamos de frio, mas não completamente frio, e morno quase quente, o que quer dizer que pisamos solo incerto e escorregadio. Gelo finíssimo e quebradiço todo derretido com a sedução do meio calor. Atente, portanto, no piso e no calçado, se quer ser bem-sucedido nesta delicadeza de chocolate. Quanto a este, ao chocolate, nada a assinalar. É de facto, e apenas, chocolate do bom. Pode ser branco, de leite ou negro, bio ou nem … Ler mais

E depois, isto!

Henrique

Voltou a olhar pelos binóculos de visão noturna. Uma sofisticada engenhoca, com possibilidade de se adaptar à cabeça, tal como um capacete mágico, que parecia tirada do equipamento profissional de um soldado norte-americano, ou um muito credível adereço de uma qualquer série militar, daquelas que enchem os canais TVSéries e Fox Crime. Mas não era de brincadeira, era bem real. Tinha-a comprado no eBay, pelo que o mais certo era pertencer à primeira hipótese. Talvez já tivesse feito algumas … Ler mais

Coisas do Tráfico

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Feijoada à Transmontana Transregional

Agora que o calor começa a dar sinais de vida… suada e que já sentimos aquela saudade da chuva e do frio – nunca estamos satisfeitos, não é? –, comece por ir até Trás-os-Montes, principalmente se aspira à coisa verdadeira e não apenas a um qualquer sucedâneo. A viagem é linda e o destino mais ainda, e sempre deve ser um pouco mais fresco, mas isto sem garantias. Se já lá está, não saia do sítio, exceto para ir buscar, … Ler mais

Os Outros

Os outros são chatos

São mesmo. Com as suas vidinhas e assuntos. Os seus sentimentos e emoções. A acharem-se a coisa mais central e importante do universo. A imporem-nos a sua presença e os seus direitos. A lembrarem-nos a cada instante as suas necessidades e afetos. A ocuparem o nosso lugar nos transportes públicos, ou a passarem uma das suas nádegas gordas para a nossa parte do assento. A roçarem o traseiro. A chegarem antes do que nós às filas. … Ler mais

Coisas da Feiura

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Natas do Céu Estrelado em Camadas

Esta é uma sobremesa de, literalmente, bradar aos céus. Aos céus encantadores, ainda para mais, que para menos não é connosco. De tal forma que é feita em camadas, para que melhor chegue lá acima. É quase pecado, falar assim, mas é como se os deuses a sugassem lá de cima, num ímpeto de gula. De tão simples, quase não há o que dizer sobre ela. São natas, vêm e vão para o céu e são montadas em camadas. A … Ler mais

A Garça e a DesGarça

Olhou-se ao espelho com agrado. Mais do que isso. Com indisfarçável orgulho e satisfação, traduzidos no inevitável ato reflexo de sempre: um irrefletido, automático e rasgado sorriso. Estava capaz de se apaixonar pela imagem refletida. Que pedaço de homem. Que brutal elegância. Que estúpida beleza. Era estupendo! Magnífico. Quem, no seu perfeito juízo e bem calibrado padrão de avaliação estética, poderia não o achar absolutamente atraente e irresistível? Até um invisual perceberia todo aquele calibre de boa aparência. Era belo … Ler mais

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