Era perseguido. Não sabia por quem, mas sentia, no mais fundo do seu íntimo, medo dessa presença, ainda que imaginária. Olhava para trás e nada. Então de quem eram aqueles passos que não os seus, que ouvia correrem atrás de si, a fazerem eco dos seus próprios passos? Parava, o outro também. Acelerava, o outro também. Nisto, uma sombra. Correu mais depressa e de forma mais aleatória, na tentativa que adivinhava vã de despistar o outro. Agora já um vulto. … Ler mais
O Inventor estava cansado. Cansado e aborrecido também. E satisfeito. Orgulhoso, até, dos seus feitos. Dos seus inventos. Era criativo. Incansável. Temerário. Na sua mente de inventor apenas uma singular pergunta. A de sempre. A única. O quê? O como acabaria por se resolver por si mesmo desde que decidisse o que inventar. O que criar. E tanto no que refere ao número, como ao género ou mesmo ao estilo, nada tinha de que se envergonhar. Tinha inventado tudo …

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